Zoneamento Ecológico Econômico como instrumento de proteção de áreas de mananciais

um estudo de caso no Brasil

Autores

  • Luiz César Ribas Professor Associado. Departamento de Engenharia Rural e Socioeconomia, Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Botucatu/SP ,
  • Miguel Angel Sarmiento Docente Investigador. Faculdade de Ciências Florestais. Universidade Nacional de Santiago Del Estero, Argentina. ,
  • Eliane Araújo Robusti Professora Assistente Doutora. Departamento de Engenharia Rural e Socioeconomia, Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Botucatu/SP ,
  • João Paulo Pereira Duarte Professor Mestre. Faculdade Doutor Francisco Maeda, FAFRAM. Doutorando em Ciências Ambientais. Universidade Federal de São Carlos, campus de São Carlos/SP. ,

Palavras-chave:

Desenvolvimento Regional Sustentável, Políticas Ambientais, Políticas Públicas, Proteção Ambiental de Áreas de Mananciais

Resumo

Objetivo - O trabalho pretende analisar o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) proposto pelo município de Botucatu-SP, conforme a Lei n. 6.599/2024, com foco na proteção ambiental de áreas de mananciais. A análise considera as diferentes categorias de zonas estabelecidas e seus impactos no território estudado.

Metodologia - Foi realizada uma pesquisa exploratória, com abordagem documental, bibliográfica e qualitativa. O estudo tomou como estudo de caso um território localizado na bacia hidrográfica do Alto Pardo, analisando as diretrizes do ZEE para diferentes tipos de zonas (rural, urbanização específica e rurbana).

Originalidade/Relevância - O estudo contribui para a discussão sobre zoneamento ambiental e sua relação com a sustentabilidade, abordando um modelo específico aplicado no contexto municipal. Destaca-se a análise do ZEE de Botucatu, trazendo um olhar sobre como instrumentos de planejamento territorial podem auxiliar na proteção de mananciais e na gestão sustentável do uso do solo.

Resultados - O ZEE de Botucatu classificou o território em diferentes zonas, estabelecendo diretrizes para o desenvolvimento urbano e rural. O estudo identificou duas principais vertentes:

  • Manutenção de características sustentáveis em áreas de baixa densidade, com incentivo a atividades não residenciais como turismo e agricultura orgânica.
  • Regularização ambiental e urbanística em bairros sujeitos a processos de adequação, como Demetria e Roseira.

Contribuições Teóricas/Metodológicas - A pesquisa reforça a importância do ZEE como ferramenta de planejamento territorial, destacando seus impactos na gestão integrada das políticas ambientais e urbanísticas. O estudo contribui para a literatura ao discutir critérios e parâmetros adotados no zoneamento, além de trazer um exemplo prático da aplicação da legislação ambiental.

Contribuições Sociais e Ambientais - O ZEE proposto oferece diretrizes para a sustentabilidade ambiental e proteção de mananciais, promovendo o uso adequado do território. Ele também auxilia na regularização de áreas urbanas e rurais, garantindo melhor qualidade de vida para a população e incentivando o desenvolvimento de atividades sustentáveis.

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Publicado

05/29/2025

Como Citar

RIBAS, Luiz César; SARMIENTO , Miguel Angel; ROBUSTI, Eliane Araújo; DUARTE, João Paulo Pereira. Zoneamento Ecológico Econômico como instrumento de proteção de áreas de mananciais: um estudo de caso no Brasil. Scientific Journal ANAP, [S. l.], v. 3, n. 13, 2025. Disponível em: https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/anap/article/view/5729. Acesso em: 12 jan. 2026.