A Influência de Brises Solares e Cores de Envoltória na Eficiência Energética de Edifícios de Escritório
Palavras-chave:
Eficiência Energética, Brises solares, Simulação computacionalResumo
Objetivo - Este trabalho visa analisar a influência das cores da envoltória e da utilização de brises solares em um modelo de edifício de escritórios localizado geograficamente em Passo Fundo – RS, com posição solar leste/oeste para as janelas.
Metodologia - Foram realizadas simulações computacionais utilizando o software EnergyPlus, tomando como base um modelo de edifício de escritórios. Primeiramente, estabeleceu-se e analisou-se um modelo de referência, o qual serviu de parâmetro para comparação. Posteriormente, efetuaram-se novas simulações, contemplando alterações na cor da envoltória e a inserção de brises solares, a fim de avaliar o impacto dessas modificações no desempenho energético do edifício.
Originalidade/relevância - O estudo aborda uma lacuna existente na literatura ao analisar, de forma integrada, o impacto das cores da envoltória e do uso de brises solares em edifícios de escritórios situados em zonas bioclimáticas específicas, como a Zona Bioclimática 2, atual Zona Bioclimática 1M, onde está localizada a cidade de Passo Fundo – RS, contribuindo para o desenvolvimento de soluções arquitetônicas mais eficientes e adaptadas ao contexto brasileiro.
Resultados – As cores de envoltória bege e marrom-escuro apresentaram um aumento no consumo de energia elétrica de 2,91% e 8,01%, respectivamente, em comparação ao modelo de referência testado com a cor branca. Além disso, os brises solares leste e oeste juntos reduziram o consumo de energia elétrica do modelo em 4,01%.
Contribuições teóricas/metodológicas - O estudo amplia o entendimento sobre a influência da cor da envoltória e dos brises solares no desempenho energético de edifícios de escritórios, oferecendo um modelo metodológico replicável de simulação no EnergyPlus que integra variáveis arquitetônicas e climáticas específicas.
Contribuições sociais e ambientais - Os resultados fornecem subsídios para projetos arquitetônicos mais eficientes, capazes de reduzir o consumo de energia elétrica e, consequentemente, as emissões associadas à geração de energia, contribuindo para a mitigação de impactos ambientais e para o aumento do conforto térmico dos usuários.
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