Desenvolvimento Orientado ao Transporte e transição ecológica urbana
limites de aplicação nas cidades brasileiras
Palavras-chave:
Desenvolvimento Orientado ao Transporte, Crise Climático-Ambiental, Desenvolvimento Urbano SustentávelResumo
Objetivo - Analisar as potencialidades que a abordagem de planejamento urbano denominada Desenvolvimento Orientado ao Transporte (DOT) tem para mudar a trajetória de insustentabilidade da dinâmica urbana em contextos como o brasileiro, assim como os seus limites, tendo em vista os desafios que a crise climático-ambiental põe às cidades.
Metodologia – Revisão da literatura nacional e internacional relativa às principais experiências de Desenvolvimento Orientado ao Transporte.
Originalidade/relevância – Atualmente não se encontram trabalhos que analisam as potencialidades e os limites da abordagem DOT de promover uma transição ecológica do modelo de desenvolvimento urbano a partir das especificidades do processo de urbanização no Brasil e de suas dinâmicas consolidadas no âmbito do planejamento.
Resultados – A análise realizada aponta para uma substancial ineficácia da abordagem DOT em termos de sustentabilidade e resiliência quando aplicada no contexto local, ao mesmo tempo em que identifica na participação plena e efetiva da sociedade civil no processo decisório o caminho a ser seguido para viabilizar uma real mudança no modelo de desenvolvimento urbano compatível com a preservação dos ecossistemas naturais e mitigação dos efeitos da mudança climática.
Contribuições teóricas/metodológicas – O estudo realizado apresenta como principal implicação teórico/metodológica para a transição ecológica das cidades, a necessidade de formular políticas urbanas concebidas a partir das especificidades que o contexto local apresenta, que não sejam apenas importadas de países caracterizados por diferentes dinâmicas históricas, sociais e econômicas para serem sucessivamente adaptadas, identificando na criação de mecanismos de participação realmente representativos a condição necessária para alcançar tal objetivo.
Contribuições sociais e ambientais – O estudo realizado destaca os limites que as atuais políticas urbanas implementadas nas cidades brasileiras apresentam em termos de uma real diminuição dos impactos antrópicos sobre os ecossistemas naturais e o clima, trazendo à tona a relação que existe entre processos decisórios transparentes e democráticos e uma mudança do modelo de desenvolvimento urbano que viabilize cidades socialmente mais justas e ambientalmente sustentáveis.
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