A inteligência artificial como exoesqueleto cognitivo
A metodologia MTHCC no diagnóstico de conflitos urbanos
Palavras-chave:
MTHCC, Planejamento Urbano, Inteligência Artificial GenerativaResumo
Objetivo – O trabalho apresenta a estruturação da Metodologia de Tutoria Híbrida Colaborativa/Conversativa – MTHCC. Uma abordagem inovadora para realizar diagnósticos sociotécnicos complexos para o planejamento urbano, a partir das dinâmicas de comunicação digitais espontâneas da população, foram analisados os conflitos do bairro Cidade Baixa, Porto Alegre.
Metodologia – Abordagem qualitativa e sociotécnica, utilizando a IA Generativa como um “exoesqueleto cognitivo”. O método científico é uma parceria dialógica entre o investigador e a ferramenta. A fundamentação teórica ancora-se em a Teoria Ator-Rede (ANT) de Latour, a crítica de Crawford aos sistemas de IA, Bourdieu para reproduzir ou contestar a dominação simbólica no espaço urbano e na Ciência Pós-Normal para lidar com incertezas e diálogos com a sociedade.
Originalidade/relevância – A pesquisa resolve a incapacidade das metodologias tradicionais de processar, em volumes massivos de dados em tempo real. Inova ao reconhecer a “praça pública digital” como um contínuo do espaço urbano tangível para capturar a “Cidade Vivida”
Resultados – Identificou a “Esquizofrenia Sociotécnica”, que o WhatsApp atua como “Trincheira dos Moradores” (relatos de sofrimento e ruído) enquanto o Instagram é a “Arena do Espetáculo” (cultura e validação social), revelou o fenômeno de “Gentrificação por Exaustão”.
Contribuições teóricas/metodológicas – A criação da MTHCC, que estabelece um protocolo analítico de três camadas (ativação, filtros/semântica e auditoria teórica), Introduz a tese da “IA-Urbanista” para ampliar a percepção técnica sem substituir o julgamento humano.
Contribuições sociais e ambientais – Promove a governança urbana responsiva, propõe que a poluição sonora e a perturbação do sossego sejam tratadas como problemas de saúde pública e justiça socioambiental. Sugere uso de índices de habitabilidade em tempo real para regulação baseada em impacto de vizinhança continuado e o uso da soberania digital, para garantir a voz da população nas deliberações públicas.
Referências
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Nota 1: Foram objeto dessa pesquisa as páginas públicas:
INSTAGRAM: @cidadebaixaportoalegre. Perfil. Disponível em: https://www.instagram.com/cidadebaixaportoalegre/. Acessos: entre setembro 2025 e novembro 2025, trata-se de objeto na pesquisa.
INSTAGRAM: @mpvpoars. Perfil. Disponível em: https://www.instagram.com/mpvpoars/. Acessos: entre setembro 2025 e novembro 2025, trata-se de objeto na pesquisa.
MPV POA RS. Qual Cidade Baixa você quer? Porto Alegre, 28 maio 2025. Instagram: @mpvpoars. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DKLXYFAs-t8/. Acessos: entre setembro 2025 e novembro 2025, trata-se de objeto na pesquisa.
MPV POA RS. Cidade Baixa vive. Porto Alegre, 13 out. 2024. Instagram: @mpvpoars. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DBFI3_zO8kx/. Acessos: entre setembro 2025 e novembro 2025, trata-se de objeto na pesquisa.
Nota 2: O desenvolvimento desta pesquisa contou com o uso e suporte de ferramentas de inteligência artificial generativa como parte do processo de tutoria híbrida que caracteriza a MTHCC. Especificamente, foram utilizados os seguintes recursos:
DEEPSEEK. DeepSeek- Versão mais recente. 2025. Disponível em: https://www.deepseek.com/. Acesso no período de execução da pesquisa.
GOOGLE. Gemini [modelo de linguagem LLM]. Versão mais recente. 2025. Disponível em: https://gemini.google.com/. Acesso no período de execução da pesquisa.
GOOGLE. NotebookLM [ferramenta de síntese documental e gráfica]. Versão mais recente. 2025. Disponível em: https://notebooklm.google.com/. Acesso no período de execução da pesquisa.
MICROSOFT. Visual Studio Code [ambiente de desenvolvimento integrado]. Versão 1.98. 2026. Disponível em: https://code.visualstudio.com/. Acesso no período de execução da pesquisa.
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