Práticas agroecológicas em franjas urbanas do Sul Global
experiências na Índia e no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17271/23178604134720256061Palavras-chave:
Agricultura urbana, Sistemas agroflorestais, Adaptação climática urbana, Soluções baseadas na naturezaResumo
Objetivo - Identificar os desafios, potencialidades e estratégias para implementação de práticas agroecológicas em franjas urbanas.
Metodologia – Estudo de caso, o trabalho analisa experiências de Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) na Índia (Bangalore, Hyderabad e Visakhapatnam) e de um Sistema Agroflorestal (SAF) na Comunidade Feminista Menino Chorão (CFMC), em Campinas-SP, por meio de revisão bibliográfica e análise documental dos casos indianos e observação participante no caso da CFMC.
Originalidade/relevância – O artigo insere-se no debate sobre Soluções Baseadas na Natureza (SbN) e de adaptação climática, explorando como experiências agroecológicas em franjas urbanas podem fortalecer a resiliência socioambiental. A originalidade reside na comparação entre contextos do Sul Global, revelando paralelos e contrastes entre práticas de AUP em territórios tecnológicos da Índia e iniciativa comunitária em territórios vulneráveis brasileiros.
Resultados – Os casos analisados evidenciam entraves comuns, como insegurança fundiária, pressões imobiliárias, falta de políticas públicas específicas e desigual engajamento comunitário. Por outro lado, apontam potencialidades como redes de cuidado, resiliência alimentar, práticas agroecológicas de baixo custo, hortas comunitárias, SAFs adaptativos e educação ambiental. Em ambos os contextos, as práticas agrícolas urbanas se mostram instrumentos de soberania alimentar, regeneração ambiental e resistência frente às exclusões territoriais.
Contribuições teóricas/metodológicas – O estudo amplia o entendimento sobre a aplicação dos SAFs e da AUP como infraestruturas verdes e de adaptação climática das cidades, oferecendo um quadro de análise que integra dimensões territoriais, sociais e ambientais. Metodologicamente, demonstra a relevância da análise qualitativa de experiências internacionais e locais para identificar estratégias replicáveis em políticas públicas.
Contribuições sociais e ambientais – As experiências destacam a importância das práticas agroecológicas para ampliar a segurança alimentar, fortalecer vínculos comunitários e promover adaptação climática em territórios vulneráveis. Reforçam, ainda, a necessidade de suporte institucional e de políticas públicas que garantam o reconhecimento e a continuidade dessas práticas.
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