O estado atual do jardim modernista da Rua Santa Cruz
contribuições para a conservação do patrimônio paisagístico brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.17271/23178604134720256071Palavras-chave:
Patrimônio paisagístico, Mina Klabin Warchavchik, Paisagismo modernoResumo
Objetivo – Discutir o estado atual dos espaços livres da Casa Modernista da Rua Santa Cruz (hoje conhecidos como Parque Modernista), a partir de extensivos levantamentos feitos ao longo dos anos de 2023 e 2024 – contribuindo para reconhecimento do patrimônio paisagístico modernista brasileiro, diante do cenário de deterioração significativa desses jardins.
Metodologia – Revisões bibliográficas acerca do paisagismo de Mina Klabin e estudo mais aprofundado dos Jardins da Casa Modernista; análise de fontes primárias relacionadas às mudanças que incidiram sobre casa e jardim, sua utilização pela família Klabin-Warchavchik e sobre o tombamento do conjunto; e levantamentos sistemáticos do Parque na atualidade, recolhendo e sistematizando dados de diferentes fontes.
Originalidade/relevância – Considerando que grande parte dos jardins modernistas brasileiros apresenta significativa deterioração e perda de suas características originais (decorrentes da ausência de políticas de conservação e da pressão do mercado imobiliário, entre outros fatores), é essencial e urgente o estudo detido da história e dos remanescentes materiais dos jardins da Rua Santa Cruz, visando a disseminação do conhecimento sobre a sua importância histórico-artística e ensejando a sua conservação enquanto monumento e testemunho de uma época de mudança e efervescência cultural de São Paulo.
Resultados – Sistematização dos principais acontecimentos históricos relacionadas ao conjunto modernista desde a sua construção, em 1928, até a sua inauguração como Parque Modernista e Casa Modernista, em 2008. Observação e registro de como o local é utilizado na atualidade, além da realização de levantamentos arquitetônicos e paisagísticos que podem contribuir para futuras intervenções no conjunto.
Contribuições teóricas/metodológicas – Tensionamento de questões relativas ao patrimônio paisagístico modernista no Brasil, realizando reflexões sobre sua valorização enquanto espaços de memória, identidade e produção simbólica.
Contribuições sociais e ambientais – Reconhecimento de Mina Klabin como figura pioneira no campo do paisagismo nacional, frente à lacuna de estudos acadêmicos dedicados à sua atuação. Contribuição para os esforços de conservação do Parque Modernista, reconhecendo-o como parte integrante do patrimônio ambiental urbano de São Paulo. Enriquecimento sobre os conhecimentos relativos à vegetação, topografia, mobiliário e equipamentos, em uma análise técnica e ambiental que pode apoiar futuras ações de valorização e gestão qualificada do conjunto.
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