Evolução dos Indicadores de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil (2018–2023)

Perspectivas e diretrizes em relação à Saúde Pública e aos ODS

Autores

  • Beatriz Cristina Pedroso Universidade Estadual do Centro-Oeste image/svg+xml
  • Dinaelin Ketlyn Souza Jaquetti Universidade Estadual do Centro-Oeste image/svg+xml
  • Juliana Caroline Bonete Universidade Estadual do Centro-Oeste image/svg+xml
  • Tatiane Bonametti Veiga Universidade Estadual do Centro-Oeste image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.17271/23178604134820256085

Palavras-chave:

Indicadores de saneamento, Resíduos sólidos urbanos, Sustentabilidade

Resumo

Objetivo – Analisar a evolução dos indicadores de resíduos sólidos urbanos no Brasil, entre 2018 e 2023, discutindo seus impactos na saúde pública e sua relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Metodologia – Pesquisa de natureza descritiva e exploratória, fundamentada em dados obtidos no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e no Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA). Foram avaliados cinco indicadores: cobertura da coleta domiciliar, massa per capita de resíduos coletados, cobertura da coleta seletiva, disposição final inadequada e recuperação de recicláveis, por meio de análises descritiva, temporal e interpretativa.

Originalidade/Relevância – O estudo contribui para compreender a evolução recente da gestão de resíduos sólidos urbanos no Brasil, incluindo dados após os impactos da pandemia de COVID-19, articulando os dados à saúde pública e os ODS.

Resultados – Os resultados demonstram que a coleta domiciliar e a geração per capita de resíduos permaneceram estáveis, em torno de 1 kg por habitante/dia, no período analisado. A coleta seletiva, que havia sofrido queda durante os anos da pandemia, apresentou recuperação elevação em 2023. A disposição inadequada de resíduos ainda representa cerca de 25% do total, segundo as fontes utilizadas, apesar de sinais de redução nos últimos anos. Já a recuperação de recicláveis apresentou crescimento expressivo em 2023, mas continua em um nível muito baixo, próximo de 1%. Além disso, persistem desigualdades significativas entre as regiões do país. Persistem, ainda, desigualdades regionais marcantes entre as regiões brasileiras, o que limita o alcance da universalização prevista na Agenda 2030.

Contribuições Teóricas/Metodológicas – O estudo demonstra como indicadores de saneamento podem ser aplicados de forma integrada à análise de políticas públicas e ODS, reforçando a importância do monitoramento sistemático.

Contribuições Sociais e Ambientais – Os achados evidenciam riscos à saúde decorrentes da disposição inadequada de resíduos, destacam a urgência de políticas equitativas. de coleta seletiva e reforçam a necessidade de estratégias que fortaleçam a economia circular, contribuindo para cidades mais sustentáveis.

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Publicado

05.12.2025

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

PEDROSO, Beatriz Cristina; JAQUETTI, Dinaelin Ketlyn Souza; BONETE, Juliana Caroline; VEIGA, Tatiane Bonametti. Evolução dos Indicadores de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil (2018–2023): Perspectivas e diretrizes em relação à Saúde Pública e aos ODS . Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, [S. l.], v. 13, n. 48, 2025. DOI: 10.17271/23178604134820256085. Disponível em: https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/cidades_verdes/article/view/6085. Acesso em: 23 fev. 2026.