Contribuições da arquitetura e do urbanismo para a problemática da população em situação de rua em São Paulo, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17271/23178604123820245436Palabras clave:
Pessoas em situação de rua, Intervenções urbanas, Projeto arquitetônicoResumen
A existência de pessoas morando nos espaços públicos urbanos é um fenômeno global, com escassas soluções projetuais/espaciais. Desde os anos 2000, o Censo da População em Situação de Rua no Brasil tem acompanhado o aumento constante dessa população em São Paulo, o que pode ser atribuído ao desemprego generalizado, escassez de moradia e altos preços de aluguel. Esse quadro foi agravado após a pandemia de Covid-19, quando, conforme os Censos de 2019 e 2021, houve um aumento de 31% dessa população e um crescimento de 330% nas soluções improvisadas. Atualmente a demanda por abrigo e serviços ultrapassa a capacidade do sistema existente. Este artigo aborda a problemática das pessoas em situação de rua na cidade contemporânea em seu viés espacial, discutindo possíveis intervenções urbanas e apresentando um projeto final derivado de uma experiência acadêmica. Iniciando com a análise do contexto existente da população em questão e das condições urbanas ao longo de uma via elevada que corta a zona central de São Paulo, o estudo prossegue para a identificação de terrenos subutilizados. A estratégia projetual inclui complementar a rede de serviços já disponíveis e prover assistência diversificada e tipos de moradia/abrigo para uma população que é, fundamentalmente, heterogênea. Finalmente, é apresentado um projeto arquitetônico baseado na premissa de prestar serviços ao “Centro de Acolhida” e ao bairro, que visa proporcionar estabilidade e dignidade a pessoas em situação de rua e oferecer moradia permanente como um primeiro passo para promover a reintegração social e o bem-estar.
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