Espaços públicos e envelhecimento
uma análise sobre permanência e circulação de idosos no Calçadão de Londrina-PR
DOI:
https://doi.org/10.17271/23178604134820256084Palavras-chave:
Envelhecimento ativo, Bem-estar subjetivo, Cartografia comportamentalResumo
Objetivo – Compreender de que maneira os elementos da estrutura urbana dão suporte aos comportamentos associados ao bem-estar subjetivo da população idosa.
Metodologia – a partir de cartografias comportamentais que combinam as técnicas Static Snapshots e Movement Traces, registraram-se comportamentos de idosos ao longo dos cinco quarteirões do Calçadão de Londrina-PR. As observações não-participantes foram realizadas em diferentes turnos (manhã, tarde e noite) e em três dias da semana (terça-feira, quinta-feira e sábado).
Originalidade/relevância – diante do envelhecimento populacional, a pesquisa reforça a necessidade de repensar o espaço urbano como suporte ao cotidiano de uma população mais vulnerável a questões de saúde e mobilidade. Entender como a configuração de espaços públicos se articula ao bem-estar de idosos oferece subsídios para intervenções voltadas à autonomia, segurança e interação social.
Resultados – as cartografias revelam um padrão consistente da sociabilidade: núcleos de permanência em pontos atrativos (como chafariz e floreiras) e em áreas de descanso compostas por bancos ou escadas sombreadas. A contagem de pessoas indicou que o volume de idosos foi mais expressivo no período da tarde durante os dias úteis, enquanto aos sábados concentrou-se predominantemente no período da manhã.
Contribuições teóricas/metodológicas – a pesquisa amplia o debate sobre como o ambiente construído influencia a sociabilidade, permanência e, consequentemente, o bem-estar de idosos. O uso de cartografias com aproximação qualitativa reforça a importância de uma captura das práticas sociais em campo e demonstra eficácia para identificação de padrões de circulação, permanência e sociabilidade.
Contribuições sociais e ambientais – o estudo incentiva políticas urbanas mais inclusivas e participativas. Demonstra como elementos de microescala podem contribuir para a construção de significados sociais no espaço público e reforça a importância de ambientes acessíveis e acolhedores para a promoção de um envelhecimento ativo, algo substancial para a construção de cidades mais saudáveis e sustentáveis.
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