Sustentabilidade e Universidades Promotoras da Saúde

uma revisão bibliográfica integrativa sobre possibilidades e desafios desta interface

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17271/23178604134920256106

Palavras-chave:

Agenda 2030, Ambientes favoráveis à saúde, Promoção da Saúde no Ensino Superior

Resumo

Objetivo: A presente pesquisa teve por objetivos investigar na produção científica como princípios e práticas de sustentabilidade estão sendo incorporados em experiências de Universidades Promotoras da Saúde (UPS).

Metodologia: Revisão bibliográfica integrativa, com abordagem qualitativa, realizada pela busca de publicações nas bases Periódicos CAPES, PubMed e Google Acadêmico, utilizando os descritores "universidade promotora da saúde” and “sustentabilidade” or “desenvolvimento sustentável” or “Agenda 2030”, no período de 2015 à 2025. A análise crítica dos 27 artigos selecionados foi orientada por dois marcos principais: a Carta de Okanagan (2015), que oferece referencial normativo, diretrizes e princípios para o movimento de UPS; e o modelo de interface ciência–política–sociedade de Van den Hove (2007), que permite compreender desafios institucionais da sustentabilidade em contextos complexos.

Originalidade/Relevância: O estudo se insere em uma lacuna teórica e metodológica ainda pouco explorada: a articulação concreta entre saúde, sustentabilidade e educação superior. Reforça o papel das universidades como espaços estratégicos para a promoção da saúde planetária, justiça social e transição ecológica, contribuindo para o avanço das metas da Agenda 2030. A análise destaca o baixo grau de institucionalização das diretrizes da Carta de Okanagan e a fragmentação das ações sustentáveis nas universidades, demonstrando a originalidade crítica da pesquisa.

Resultados: Predomínio de experiências pontuais e teóricas; poucos estudos empíricos detalham práticas integradas de sustentabilidade e promoção da saúde. Participação significativa de estudantes e docentes; baixa inclusão de técnicos, gestores e comunidade do entorno. Avanços na transversalização curricular e surgimento de políticas institucionais de sustentabilidade em algumas instituições. Falta de indicadores de análise e de avaliação sistematizados, quantitativos ou qualitativos, e de estratégias de monitoramento dos impactos.

Contribuições teóricas/metodológicas: Organização e apresentação crítica de dados antes dispersos, com categorização inovadora que articula marcos internacionais (ODS, Carta de Okanagan) com práticas institucionais. Indica caminhos metodológicos para futuras pesquisas sobre UPS sustentáveis, com ênfase na avaliação de impactos cognitivos, ambientais, sociais e institucionais. Propõe a ampliação do conceito de universidade como “ecossistema vivo” comprometido com a transformação sociopolítica e ecológica.

Contribuições sociais e ambientais: Evidencia o potencial das universidades como catalisadoras de mudanças sustentáveis e promotoras do bem-estar coletivo. Destaca a importância da participação comunitária e da gestão democrática para a construção de ambientes saudáveis e inclusivos. Oferece subsídios para o fortalecimento das práticas universitárias comprometidas com os ODS, fomentando uma cultura institucional pautada na equidade, na corresponsabilidade e na justiça ambiental.

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Publicado

19.12.2025

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

TERRA, Luana Aparecida Goulart; NUNES , Sarah Trevisan; TOLEDO, Renata Ferraz De. Sustentabilidade e Universidades Promotoras da Saúde: uma revisão bibliográfica integrativa sobre possibilidades e desafios desta interface. Periódico Técnico e Científico Cidades Verdes, [S. l.], v. 13, n. 49, 2025. DOI: 10.17271/23178604134920256106. Disponível em: https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/cidades_verdes/article/view/6106. Acesso em: 22 jan. 2026.