Contradições entre a salvaguarda da natureza e as representações sociais da Unidade de Conservação Parque dos Manguezais (Recife-PE) através do prisma da ZEIS Ilha do Destino.
DOI:
https://doi.org/10.17271/1980082720120244779Palabras clave:
Áreas Protegidas, Comunidades Tradicionais, Representações SociaisResumen
A discussão aqui apresentada se propõe a imergir na questão das áreas protegidas em território urbano. Estes enclaves ecológicos, geograficamente delimitados por instrumentos e legislação específica, surgem a partir dos esforços de salvaguarda daquilo que se compreende como natureza e recursos naturais. Contudo, os embates socioambientais emergentes das limitações de uso e acesso para comunidades correlacionadas, levantam o questionamento sobre até que ponto a política de criação de áreas protegidas logra êxito em seus objetivos de proteção da natureza. Analisam-se nesse texto as dissonâncias das relações homem-natureza entre a comunidade Ilha do Destino e a UCN Parque dos Manguezais, na cidade do Recife. Por meio da compreensão das representações sociais elaboradas por moradores locais sobre a UCN, buscou-se elucida quais são as principais forças que engendram as ações conflituosas entre essa comunidade e o ecossistema de manguezal. Com esta reflexão e discussão, entendeu-se que a salvaguarda da natureza na cidade, tradicionalmente convencionada, está mais aliada aos processos de gestão e manejo que levam em conta as representações sociais elaboradas sobre o território do que com a delimitação de recortes geográficos apartados da dinâmica socioambiental urbana.
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