Distribuição espacial das áreas verdes públicas e sua relação com fatores socioeconômicos
estudo de caso no bairro da Jatiúca, em Maceió-AL
DOI:
https://doi.org/10.17271/1nfddq23Palavras-chave:
Planejamento urbano, Áreas verdes urbanas, Equidade verde, Segregação socioespacialResumo
Objetivo – Analisar a distribuição espacial das áreas verdes públicas no bairro da Jatiúca, em Maceió-AL, considerando sua relação com fatores socioeconômicos e urbanísticos, bem como os impactos na equidade verde.
Metodologia – O estudo utilizou revisão bibliográfica, técnicas de geoprocessamento no software QGIS e sobreposição de dados socioeconômicos, aplicando o método de buffer de 300 metros para avaliar a acessibilidade às áreas verdes. Complementarmente, foi realizada uma visita in loco ao Corredor Vera Arruda e observações do comportamento dos usuários.
Originalidade/relevância – O trabalho se insere no debate sobre equidade verde em cidades tropicais costeiras, destacando o déficit de áreas verdes em setores populares da Jatiúca e o favorecimento histórico de regiões de maior renda. A pesquisa contribui para compreender como as desigualdades urbanísticas se refletem na distribuição dos bens ambientais.
Resultados – Verificou-se que as áreas verdes mais qualificadas se concentram em setores de maior poder aquisitivo (Jatiúca nova), enquanto a Jatiúca antiga apresenta déficit de espaços vegetados, menor acessibilidade e adensamento mais desorganizado. As observações in loco e conversas com os usuários revelaram demandas por segurança, iluminação, acessibilidade e diversificação de equipamentos.
Contribuições teóricas/metodológicas – O estudo reforça a importância da integração entre geoprocessamento e análise socioeconômica como abordagem interdisciplinar para compreender os efeitos da vegetação no ambiente urbano.
Contribuições sociais e ambientais – Os resultados evidenciam a necessidade de políticas públicas que promovam justiça socioambiental, com prioridade para a ampliação da arborização e da infraestrutura em áreas historicamente desprovidas de espaços verdes, a fim de garantir o direito à cidade de forma mais equitativa e sustentável.
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