Tecnodiversidade e florestas urbanas em Belo Horizonte
estratégia para a adaptação ao contexto urbano
DOI:
https://doi.org/10.17271/nm3t8c54Palavras-chave:
Florestas urbanas, Tecnodiversidade, ReflorestamentoResumo
Objetivo - fornecer discussão teórica que possa colaborar com a melhoria dos projetos de reflorestamento urbano em Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), demonstrando o potencial de diversificação de técnicas de plantio para menor tempo de retorno para os serviços ecossistêmicos esperados e melhor eficiência de gastos públicos
Metodologia - Foram analisados distintos métodos de plantio, como o Método Miyawaki, a semeadura direta por muvuca de sementes e o plantio em meia-lua, em comparação com as práticas adotadas no projeto Montes Verdes da Prefeitura de Belo Horizonte.
Originalidade/relevância - A pesquisa destaca a oportunidade de potencializar as florestas urbanas implementadas pelo poder público por meio da tecnodiversidade, considerando a singularidade da transição entre os biomas Cerrado e Mata Atlântica no território municipal e a necessidade de ampliar as estratégias hoje centradas em espécies atlânticas e método similar à silvicultura.
Resultados - Verificou-se que a adoção de múltiplas técnicas pode reduzir a mortalidade de mudas, minimizar custos de manutenção, aumentar a resiliência dos plantios frente a capins invasores e incêndios, além de acelerar a provisão de serviços ecossistêmicos, como regulação microclimática e sombreamento.
Contribuições teóricas/metodológicas - O estudo reforça o conceito de tecnodiversidade como marco metodológico para os reflorestamentos urbanos, demonstrando que a combinação de técnicas adaptadas ao contexto local amplia a eficiência ecológica e econômica das florestas urbanas.
Contribuições sociais e ambientais - Além dos ganhos ambientais, o trabalho aponta para benefícios sociais relevantes, como a promoção do engajamento comunitário nos processos de plantio e manejo, o fortalecimento da consciência socioambiental e a valorização da diversidade biocultural como pilar da sustentabilidade urbana.
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