O outro lado da invisibilidade urbana
DOI:
https://doi.org/10.17271/35w5s171Palavras-chave:
Pessoas em situação de rua, Pobreza urbana, Desigualdade social, Exclusão socialResumo
Objetivo - Analisar a população em situação de rua no Brasil, com foco na cidade de São Paulo, compreendendo suas origens, esperanças, expectativas e formas de vivência da experiência urbana. Examinar as possíveis alternativas para mitigar o problema, ressaltando a importância do protagonismo dos próprios moradores de rua nas soluções propostas.
Metodologia - O estudo utiliza uma abordagem qualitativa baseada na metodologia da cartografia. Foram coletadas informações por meio de análise documental, além de levantamento de dados secundários de pesquisas e relatórios de instituições nacionais e internacionais, como IPEA, IBGE, Oxfam e FEANTSA.
Originalidade/relevância - Contribui para a compreensão da invisibilidade urbana e sua relação com a produção desigual do espaço urbano. Destaca o impacto do modelo econômico na exclusão social e analisa criticamente os compromissos dos ODS e da Nova Agenda Urbana, evidenciando um descompasso entre os princípios propostos e a realidade urbana.
Resultados - O estudo aponta um crescimento de 211% da população em situação de rua no Brasil entre 2012 e 2022, com maior concentração nas cidades mais ricas, especialmente em São Paulo. Os principais fatores são o aumento do custo habitacional, a desigualdade econômica, a segregação urbana e a arquitetura hostil. A pesquisa refuta a visão de que a dependência química seja a principal causa do fenômeno, destacando o desemprego, conflitos familiares e falta de moradia como fatores predominantes.
Contribuições teóricas/metodológicas - A pesquisa contribui para o debate sobre a invisibilidade urbana e a exclusão social, embasando-se em autores como Ítalo Calvino, Zygmunt Bauman e Adela Cortina. O estudo amplia a compreensão da marginalização urbana e questiona a visão predominante de que a situação de rua resulta apenas de fatores individuais, ressaltando a influência da estrutura socioeconômica na exclusão social.
Contribuições sociais e ambientais - O estudo destaca os impactos sociais da aporofobia e da exclusão habitacional, com ênfase em São Paulo. Além disso, ressalta a necessidade de combater práticas como a arquitetura hostil, que ampliam a segregação social e a vulnerabilidade dos sem-teto.
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