A Governança na Baixada Santista
Desafios e Soluções sob a Ótica do Direito Administrativo
Keywords:
governança ambiental, Baixada Santista, direito administrativo, desenvolvimento sustentável, gestão costeiraAbstract
Objetivo: Analisar os desafios e propor soluções para a governança ambiental na Baixada Santista, com foco nos instrumentos do Direito Administrativo, visando o desenvolvimento sustentável da região.
Metodologia: A pesquisa empregou uma abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico em doutrina nacional e internacional, análise documental de legislação federal, estadual e municipal, e estudo de casos de jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) relacionados à região.
Originalidade/Relevância: A originalidade reside na integração de desafios ambientais específicos da Baixada Santista com a aplicação prática de instrumentos do Direito Administrativo, oferecendo uma visão holística e propositiva para a governança local. A relevância é acentuada pela urgência de conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental em uma área de grande importância estratégica.
Resultados: Foram identificados cinco desafios ambientais críticos (tráfego naval e rodoviário, cava subaquática, polo petroquímico, preservação de manguezais e turismo) e quatro soluções potenciais (Túnel Santos-Guarujá, tecnologias e filtros, consórcio intermunicipal e taxa de turismo), todas analisadas sob a ótica da legislação e da jurisprudência.
Contribuições Teóricas/Metodológicas: O estudo contribui para a teoria do Direito Administrativo Ambiental ao demonstrar a aplicabilidade e as limitações dos instrumentos jurídicos na gestão de conflitos socioambientais complexos. Metodologicamente, propõe um modelo de análise de desafios e soluções em contextos regionais e específicos.
Contribuições Sociais e Ambientais: Socialmente, o artigo visa subsidiar políticas públicas que promovam a qualidade de vida da população local e a participação cidadã. Ambientalmente, busca fomentar práticas de gestão que garantam a proteção dos ecossistemas e a sustentabilidade dos recursos naturais da Baixada Santista.
References
ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 20. ed. São Paulo: Atlas, 2020.
BIRNIE, Patricia W.; BOYLE, Alan E.; REDGWELL, Catherine. International environmental law and the environment. 3. ed. Oxford: Oxford University Press, 2009.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 set. 1981.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 fev. 1998.
BRASIL. Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006. Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 dez. 2006.
BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 maio 2012.
BRASIL. Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. Fixa normas de cooperação entre os entes federativos em matéria ambiental. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 dez. 2011.
CEPAL – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. Governança costeira e oceânica na América Latina e no Caribe: desafios e oportunidades. Santiago: Nações Unidas, 2019.
CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Relatório de qualidade ambiental do Estado de São Paulo. São Paulo, 2015.
ENVIRONMENTAL LAW REVIEW. Special issue: port environmental governance, v. 21, n. 3, 2019.
ENVIRONMENTAL SCIENCE & POLICY. Mangrove conservation and urban development, v. 120, p. 1–10, 2021.
FREITAS, Vladimir Passos de. Direito administrativo ambiental. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2019.
JOURNAL OF ENVIRONMENTAL MANAGEMENT. Sustainable tourism in coastal areas, v. 275, 2020.
KISS, Alexandre; SHELTON, Dinah. International environmental law. 3. ed. Ardsley, NY: Transnational Publishers, 2004.
MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito ambiental brasileiro. 30. ed. São Paulo: Malheiros, 2022.
MARINE POLLUTION BULLETIN. Coastal tourism impacts and management, v. 136, p. 1–10, 2018.
MILARÉ, Édis. Direito do ambiente. 12. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2021.
OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Environmental outlook to 2050: the consequences of inaction. Paris: OECD Publishing, 2020.
SANDS, Philippe; PEEL, Jacqueline. Principles of international environmental law. 3. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2012.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (TJSP). Ação civil pública nº 1054927-31.2023.8.26.0053. São Paulo, 2023.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (TJSP). Ação popular nº 1004144-84.2017.8.26.0562. Comarca de Santos, 2017.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (TJSP). Agravo de instrumento nº 2145828-56.2017.8.26.0000. 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente, 2017.
UNEP – United Nations Environment Programme. The state of the world’s mangroves. Nairobi: UNEP, 2018.
WORLD BANK. Coastal zone management in developing countries. Washington, DC: World Bank Publications, 2017.
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Scientific Journal ANAP

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.



