Qualidade das Gestões Municipais: Ensaio sobre uma Metodologia de Análise
DOI:
https://doi.org/10.17271/2318847253520171622Resumo
O objetivo central deste artigo é transcorrer sobre uma proposta em desenvolvimento que visa uma metodologia de análise das gestões municipais em municípios de até 50.000 haitantes. Indicadores relacionados à atenção básica de saúde, educação básica, economia, dados sociais e uso do solo foram associados a dois mapas políticos - um partidário e outro familiar, a fim de extrair análises que indicassem como a dominância de um desses dois cenários, impacta nas responsabilidades do governo local para com a sociedade. Além de comparar os dados entre as gestões de uma mesma cidade, a fim de acompanhar seu desenvolvimento e conexão com o desempenho do gestor – partido ou sobrenome, tais dados serão comparados com as demais cidades, permitindo a criação de graus de qualidade das gestões, o que acarretará em agrupamento em níveis qualitativos de cidades pertencentes ao mesmo universo de análise ou com características similares. A Constituição de 1988, marco decisivo na história da autonomia política dos municípios brasileiros, foi adotada como marco inicial para coleta de dados, caracterizando o recorte temporal. Ainda, foi determinado o último ano de cada gestão para serem colhidas e analisadas as informações - 1992; 1996; 2000; 2004; 2008; 2012, para que, dessa forma, fossem minimizados os riscos de serem colhidos dados pertencentes às ações da gestão anterior.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão municipal. Dominância. Política.
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