Expansão urbana em Cuiabá-MT
Infraestrutura viária, crescimento territorial e condicionantes ambientais
DOI:
https://doi.org/10.17271/23188472149120266269Palavras-chave:
Cuiabá, Vias estruturantes, Expansão urbanaResumo
Objetivo – Examinar como as vias estruturantes influenciaram a expansão urbana, a mobilidade e as dinâmicas ambientais de Cuiabá-MT, analisando de que modo a relação entre infraestrutura viária e ambiente moldou o padrão de urbanização da cidade.
Metodologia – A pesquisa utilizou abordagem qualitativa e documental, com análise de dados do IBGE, planos diretores (1938–2024), legislação urbana, estudos acadêmicos e registros cartográficos e imagéticos. As etapas analisaram a expansão urbana, os condicionantes ambientais e os impactos das vias estruturantes.
Originalidade/relevância – Apesar da relevância das cidades médias tropicais no processo de urbanização brasileira, ainda são escassos os estudos que integram análise histórica, cartográfica e ambiental para compreender os efeitos estruturantes da malha viária sobre o território. Cuiabá, em especial, permanece pouco investigada sob uma perspectiva que articule mobilidade, ambiente e crescimento urbano.
Resultados – Os resultados indicam que as vias estruturantes funcionaram como vetores de expansão urbana, ampliando a dispersão territorial e a dependência do transporte individual. Também evidenciam impactos significativos em áreas ambientalmente sensíveis. A combinação entre rodoviarismo, crescimento periférico e fragilidades ambientais intensificou desigualdades no acesso à cidade e comprometeu a eficiência da mobilidade.
Contribuições teóricas e metodológicas – O estudo mostra como fatores urbanos e ambientais se combinam para explicar o crescimento fragmentado de Cuiabá. A forma de análise, que reúne documentos, mapas e imagens, é direta e pode ser aplicada em pesquisas sobre outras cidades médias.
Contribuições sociais e ambientais – Os resultados ajudam a orientar ações públicas voltadas para melhorar a mobilidade, proteger áreas sensíveis e organizar melhor o crescimento urbano. Também revelam diferenças no acesso à infraestrutura, indicando caminhos para reduzir desigualdades e apoiar um planejamento mais sustentável.
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