Análise do sistema de logística reversa de lâmpada fluorescente na cidade de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.17271/2318847264420181905Resumo
Com a vida moderna e o consumismo desenfreado nas cidades observa-se o aumento dos resíduos sólidos gerados, que são descartados, na maioria das vezes, indevidamente. Dentre tantos resíduos encontrados nas edificações, destacam-se as tecnologias de iluminação que têm sido muito difundidas no mercado. Em contrapartida, a questão do descarte não. Nesse contexto, o presente artigo tem como foco o resíduo de lâmpada fluorescente (LF), que de acordo com a ABNT 10.004 é classificado como resíduo de classe I, devido a sua alta periculosidade, com substâncias tóxicas e cancerígenas em sua composição, como o mercúrio por exemplo. Com a anuência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a PNRS 12.305/2010, foi elaborado o acordo setorial de lâmpadas mercuriais, e para que ocorra o recolhimento dos resíduos sólidos perigosos de LF, por meio da responsabilidade compartilhada e da logística reversa foi criada uma gestora nacional. Assim, ressalta-se a importância da responsabilidade compartilhada entre todas as partes interessadas no ciclo de vida deste produto. Objetiva-se avaliar o grau de conhecimento da população para divulgação e apresentação dos locais de coleta deste resíduo perigoso. Identificou-se os agentes envolvidos na logística reversa, por meio de observações, entrevistas, análises de hábitos, costumes e necessidades dos consumidores, informações sobre os serviços de coleta de distribuidores, importadores, fabricantes e as associações envolvidas. Busca-se, desta maneira, evidenciar a necessidade de uma conscientização e de ações para prolongar o ciclo de vida desses produtos, a fim de prevenção de contaminações no meio ambiente e melhorias na saúde dos seres vivos. PALAVRAS-CHAVE: Resíduo sólido. Lâmpada fluorescente. Logística reversa.Downloads
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