Alterações na demanda por transporte urbano na Região Metropolitana de São Paulo
Desafios para o período posterior a Pandemia
DOI:
https://doi.org/10.17271/23188472138920256152Palavras-chave:
Mobilidade Urbana, Transporte Público Urbano, Regressão Logística, RMSPResumo
Objetivo - Investigar e analisar as mudanças nos padrões de deslocamento urbano na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) causadas pela pandemia de Covid-19. O estudo busca identificar os fatores que influenciaram a escolha modal (transporte público, privado ou remoto) para acesso a serviços e atividades cotidianas no período pré e pós-pandemia.
Metodologia - A pesquisa empregou um método quantitativo, utilizando um questionário aplicado a uma amostra de 1.034 estudantes das Fatecs da RMSP. A análise dos dados foi realizada por meio de modelos de regressão logística (Logit), que permitiram mensurar a probabilidade de escolha de diferentes modos de transporte e formas de acesso (presencial/remoto) com base nas variáveis independentes gênero, faixa etária e posse de veículo.
Originalidade/relevância - O estudo preenche uma lacuna ao fornecer evidências empíricas recentes e específicas sobre a transformação comportamental na mobilidade urbana em uma das maiores metrópoles do mundo no contexto pós-pandêmico. Sua relevância acadêmica reside na aplicação de modelagem logística para entender não apenas a escolha modal, mas também a decisão de se deslocar ou não, contribuindo para a literatura sobre demanda por transporte.
Resultados - Os principais resultados indicam uma migração significativa do transporte público para o transporte particular no período pós-pandemia, impulsionada principalmente pela posse de veículo e faixa etária. Verificou-se também a aceleração na adoção de alternativas remotas para acesso a serviços como bancos e compras, enquanto atividades como diversão mantiveram forte tendência presencial, porém com preferência pelo veículo próprio.
Contribuições teóricas/metodológicas - O estudo oferece uma contribuição metodológica ao aplicar e detalhar a modelagem de regressão logística para analisar a decisão de mobilidade de forma desagregada, considerando a opção pelo "não-transporte" (atividades remotas). Teoricamente, os resultados reforçam e atualizam modelos de escolha discreta, demonstrando como variáveis socioeconômicas e contextos de crise impactam estruturalmente os padrões de demanda.
Contribuições sociais e ambientais - As conclusões do estudo alertam para um cenário de potencial esvaziamento do transporte público, com implicações sociais negativas para a população dependente desse modo. Ambientalmente, a migração para o transporte individual pode agravar problemas de congestionamento e poluição. O trabalho subsidia a formulação de políticas públicas voltadas para a reconfiguração e incentivo ao transporte coletivo, integrado a soluções de mobilidade mais sustentáveis.
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