A morfologia urbana de Ourinhos
Explorando a expansão da cidade pela perspectiva da Escola Inglesa
DOI:
https://doi.org/10.17271/23188472138920256169Palavras-chave:
Morfologia urbana, Ferrovias, Ourinhos, Expansão urbana, Escola ConzenianaResumo
Objetivo - Analisar a formação de núcleos urbanos em função da implantação da ferrovia Estrada de Ferro Sorocabana (EFS), com ênfase na cidade de Ourinhos, e investigar a influência das rodovias na expansão urbana e nas configurações morfológicas.
Metodologia - Adotou-se a abordagem da Escola Inglesa de Morfologia Urbana (Conzeniana), com critérios como inserção topográfica, interação com a rede hidrográfica, legibilidade formal do contorno, hierarquização do sistema viário e relação entre áreas urbanas e rurais. Foram elaborados mapas de expansão urbana para representação gráfica dos dados.
Originalidade/relevância - O estudo preenche uma lacuna teórica ao explorar a dinâmica urbana de Ourinhos sob a perspectiva morfológica, destacando o papel da ferrovia e das rodovias na configuração socioespacial, tema de relevância para a história urbana e o planejamento regional.
Resultados - A EFS foi fundamental na criação de cidades no oeste paulista entre 1860 e 1930, com Ourinhos emergindo como caso emblemático devido à sua posição geográfica e ao impulso do café. Identificaram-se duas fases de crescimento: a primeira (1908-1940) ligada à ferrovia e ao café, e a segunda (pós-1950) marcada pela modernização e expansão populacional. A ferrovia fragmentou a estrutura urbana, perpetuando divisões socioeconômicas.
Contribuições teóricas/metodológicas - A aplicação da metodologia Conzeniana permitiu uma análise sistemática da morfologia urbana, oferecendo um modelo para estudos similares em cidades de origem ferroviária.
Contribuições sociais e ambientais - Os achados destacam a necessidade de políticas urbanas que integrem áreas historicamente segregadas, além de subsidiar reflexões sobre o impacto de infraestruturas de transporte no desenvolvimento sustentável.
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