Memórias coletivas em disputa e identidades insurgentes
O protagonismo Kaingang em instituições patrimoniais
DOI:
https://doi.org/10.17271/23188472149120266221Palavras-chave:
Memória indígena, Patrimônio cultural, Museologia decolonialResumo
Objetivo – O artigo teve como objetivo analisar a atuação do povo Kaingang no campo da memória institucionalizada e da produção patrimonial, a partir de uma perspectiva decolonial.
Metodologia – A pesquisa foi conduzida por meio de uma abordagem qualitativa-crítica, fundamentada em práticas de etnografia colaborativa, pesquisa participativa e escuta situada. O estudo de caso orientou a investigação empírica, articulando observação, análise documental e participação em atividades culturais e educativas, com ênfase na coautoria do conhecimento e na produção situada da memória.
Originalidade/Relevância – A originalidade do trabalho reside na análise das práticas de memória indígena a partir da agência dos próprios sujeitos, deslocando o enfoque da representação institucional para a autorrepresentação e a coprodução da memória.
Resultados – Os resultados indicaram que a atuação Kaingang no Museu Índia Vanuíre produziu deslocamentos relevantes nas práticas museológicas e educativas, rompendo com a lógica expositiva tradicional e com a vitrinização da cultura indígena. Foram identificadas práticas de curadoria compartilhada, museologia insurgente e produção de memória viva, baseadas na oralidade, na performatividade, na territorialidade e nos referenciais cosmológicos Kaingang.
Contribuições teóricas/metodológicas – O estudo contribuiu teoricamente ao articular a memória como disputa política, a pluralidade epistemológica e as práticas patrimoniais contra-hegemônicas.
Contribuições sociais e ambientais – No plano social, a pesquisa evidenciou o fortalecimento da autodeterminação narrativa e do protagonismo indígena na construção da memória pública. No plano ambiental, destacou a centralidade do território e da floresta como fundamentos da memória e do conhecimento Kaingang, reafirmando a indissociabilidade entre patrimônio cultural, território e justiça socioambiental.
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