Ambiente, saúde e desafios da drenagem urbana no município de Presidente Epitácio, Oeste Paulista, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17271/23188472149120266226Palavras-chave:
Ambiente, Saúde, Drenagem urbanaResumo
Objetivo - Identificar las posibles relaciones entre el medio ambiente, la salud y los problemas derivados del drenaje urbano inadecuado en el municipio de Presidente Epitácio, estado de São Paulo, contribuyendo a la reflexión sobre el tema.
Metodologia – Para a realização da pesquisa, foram empregados levantamentos bibliográficos, elaboração de mapas temáticos e análise de dados secundários sobre morbidade hospitalar e mortalidade de 1998 a 2019, além de informações sobre Dengue e Leishmanioses, por local de residência, de 2007 a 2019, complementadas por trabalho de campo.
Originalidade/relevância – As inundações estão entre os principais desastres no Brasil, em razão do elevado número de vítimas, pessoas afetadas e prejuízos socioeconômicos, sendo agravadas pela expansão de áreas impermeabilizadas. A gestão inadequada das águas pluviais urbanas intensifica esses impactos e amplia os riscos à saúde, especialmente no que se refere às doenças de veiculação hídrica. Nesse contexto, ao integrar a análise ambiental e indicadores de saúde em um recorte local, a pesquisa preenche uma lacuna ainda presente na literatura, marcada pela escassez de estudos que articulem essas dimensões.
Resultados – Os resultados da morbidade hospitalar revelaram que as doenças mais prevalentes são as do aparelho respiratório, que ocupam o segundo lugar em número de óbitos. Esse padrão indica a influência das condições ambientais e urbanas sobre a saúde da população. Além disso, os dados sobre Dengue têm se mostrado bastante expressivos nos últimos anos, especialmente na área urbana, com um aumento preocupante de casos de Leishmaniose Tegumentar Americana e Leishmaniose Visceral, reforçando a relação entre drenagem urbana inadequada, acúmulo de água e proliferação de vetores, indicando a necessidade de melhorias no monitoramento de indicadores de saúde, especialmente em doenças relacionadas à água.
Contribuições teóricas/metodológicas – A pesquisa contribui ao fortalecer a abordagem integrada entre drenagem urbana, ambiente e saúde e, metodologicamente, ao articular análise espacial, dados epidemiológicos e trabalho de campo, incentivando a adoção de sistemas de drenagem urbana mais sustentáveis e resilientes frente às limitações técnicas e aos elevados custos dos modelos tradicionais.
Contribuições sociais e ambientais – Os sistemas de drenagem devem ser integrados ao planejamento ambiental, considerando a dinâmica das bacias hidrográficas para soluções mais eficazes, aliadas a alternativas baseadas na natureza e educação ambiental, que implica mudanças nos hábitos e atitudes em relação ao ambiente.
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