Cidade Saudável
Estratégias de sustentabilidade territorial
DOI:
https://doi.org/10.17271/23188472149120266255Palavras-chave:
Cidade Saudável, Sustentabilidade, Planejamento UrbanoResumo
Objetivo – Analisar como a configuração do ambiente urbano influencia a saúde física, mental e social da população, demonstrando que fatores como áreas verdes, mobilidade ativa, conforto ambiental, controle de ruído, sociabilidade, segurança e acesso a serviços essenciais constituem determinantes estruturais do bem-estar. O estudo busca evidenciar que bairros estruturados sob princípios de urbanismo social e integração socioambiental apresentam maior potencial de promover cidades saudáveis e sustentáveis.
Metodologia – O trabalho adota abordagem qualitativa e interdisciplinar, com revisão teórica e documental baseada em relatórios institucionais (PPS, ONU, OMS, União Europeia), estudos científicos nacionais e internacionais, normas técnicas brasileiras (NBR 10.151 e NBR 10.152) e análise de casos empíricos. A investigação articula referenciais da saúde pública, do planejamento urbano e da sustentabilidade para compreender a relação entre ambiente construído e bem-estar coletivo. A partir da base bibliográfica, o estudo sistematiza um conjunto de chaves de análise que estruturam a compreensão da cidade saudável: i) desigualdade territorial, ii) conforto ambiental, iii) infraestrutura verde, iv) capital social, v) mobilidade ativa e vi) gestão integrada.
Originalidade/relevância – O estudo insere-se no gap teórico que articula planejamento urbano, saúde pública e justiça socioambiental, superando abordagens fragmentadas que tratam a saúde como fenômeno exclusivamente biológico. Ao integrar evidências sobre segregação socioespacial, ilhas de calor, poluição sonora e capital social, o trabalho reforça a necessidade de políticas urbanas estruturadas a partir dos determinantes sociais da saúde, contribuindo para o debate contemporâneo sobre cidades saudáveis no contexto das mudanças climáticas e das desigualdades urbanas.
Resultados – Os achados indicam que a segregação espacial e a precariedade infraestrutural estão associadas a piores indicadores de saúde, enquanto diferenças térmicas entre bairros afetam de forma desigual populações vulneráveis. A poluição sonora impacta negativamente o bem-estar, com prejuízos cognitivos e cardiovasculares. Em contrapartida, a presença de espaços verdes, a mobilidade ativa e o fortalecimento das redes de suporte social reduzem riscos à saúde física e mental. Estratégias baseadas na qualificação do espaço público e na integração socioambiental demonstram potencial para mitigar impactos ambientais e fortalecer vínculos comunitários.
Contribuições teóricas/metodológicas – O estudo amplia o debate sobre cidades saudáveis ao integrar saúde ambiental, conforto urbano, capital social e planejamento participativo em uma estrutura analítica unificada. Metodologicamente, sistematiza evidências empíricas sob uma perspectiva socioespacial integrada, oferecendo referencial aplicável à formulação de políticas públicas e intervenções territoriais.
Contribuições sociais e ambientais – Socialmente, o trabalho reforça a necessidade de políticas urbanas que promovam inclusão, pertencimento e redução das desigualdades territoriais. Ambientalmente, destaca a ampliação de áreas verdes, o controle de ruído, a mitigação de ilhas de calor e o incentivo à mobilidade ativa como estratégias concretas para aumentar a resiliência climática e melhorar a qualidade de vida urbana.
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