Digestibilidade de ingredientes de origem animal para tambaqui e tilápia do Nilo
DOI:
https://doi.org/10.17271/1980082721220256151Palavras-chave:
Colossoma macropomum, Farinha de origem animal, Oreochromis niloticus, Valor nutricionalResumo
Objetivo – Determinar a digestibilidade proteica, energética e de fósforo das farinhas de carne e ossos, peixe, sangue, penas e vísceras aplicados em rações para tambaqui (Colossoma macropomum) e tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus).
Metodologia – Foram utilizados 48 tambaquis e 48 tilápias com peso médio 198,15 ± 3,11 e 134,89 ± 2,22 gramas, respectivamente. O experimento foi montado em delineamento inteiramente casualizado, esquema fatorial (grupo x espécie), composto por 10 tratamentos (cinco alimentos x duas espécies), três repetições no tempo e oito peixes por unidade experimental.
Originalidade/Relevância – O estudo comparou, de forma simultânea, a digestibilidade de cinco farinhas de origem animal por duas das principais espécies da aquicultura brasileira, tambaqui e tilápia, sob um mesmo protocolo experimental. Essa abordagem forneceu dados padronizados e comparáveis, pouco comuns na literatura. A relevância prática é notória, já que os coeficientes de digestibilidade obtidos podem ser diretamente utilizados na formulação de rações, contribuindo para a redução de custos, melhoria da eficiência alimentar e simplificação da formulação para múltiplas espécies.
Resultados – O tambaqui obteve maior coeficiente de digestibilidade aparente (CDA) para proteína bruta (PB) da farinha de peixe (87,20%) e a tilápia apresentou melhor CDA para PB das farinhas: carne e ossos (85,43%), peixe (86,38%) e vísceras (85,92%). Quanto ao coeficiente de digestibilidade aparente da energia bruta (CDAEB), a tilápia obteve melhor resultado com a farinha de carne e ossos (89,69%) e o tambaqui demonstrou maior CDAEB para as farinhas: carne e ossos (82,77%), peixe (85,01%) e vísceras (86,04%). Ambas as espécies apresentaram maior CDA do fósforo total (FT) para a farinha de sangue. As espécies aproveitaram de forma semelhante às farinhas de peixe (68,42%), sangue (90,36%), penas (55,68%) e vísceras (60,01%). Em termos práticos e considerando as excepcionalidades, podem-se adotar valores médios para os coeficientes de digestibilidade de alimentos de origem animal para ambas as espécies, visto que, as diferenças observadas para o CDA da PB para os dois peixes foram apenas para as farinhas de sangue e vísceras.
Contribuições Teóricas/Metodológicas – A pesquisa atualiza os coeficientes de digestibilidade de proteína, energia e fósforo de ingredientes de origem animal para peixes tropicais, demonstrando que, com exceções, valores médios podem ser utilizados para tambaqui e tilápia, facilitando a formulação de rações em policultivos. O uso de delineamento fatorial com duas espécies e cinco ingredientes, aliado a três repetições no tempo, confere maior robustez estatística e confiabilidade aos resultados.
Contribuições Sociais e Ambientais – O estudo contribui para a eficiência alimentar e redução de custos na piscicultura, beneficiando pequenos e médios produtores com maior previsibilidade zootécnica e melhor planejamento produtivo. Além disso, favorece a sustentabilidade ao reduzir a carga de nutrientes no ambiente e estimular o uso de coprodutos da indústria animal, promovendo a economia circular no setor.
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