A paisagem além dos parques

Uma análise sociocultural do rio Belém e o processo urbano de Curitiba-PR

Autores

  • Clara Maria Santos de Lacerda Universidade Federal Fluminense image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.17271/23188472149220266394

Palavras-chave:

Paisagem, Rio Belém, Natureza urbana

Resumo

Objetivo - demonstrar como o rio Belém efetivamente faz parte da paisagem e do contexto sociocultural curitibano, indicando novas possibilidades de se considerar esse espaço atualmente. 
Metodologia - para realização desta investigação, foi utilizada uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica acerca da história e iconografia do rio Belém em paralelo à urbanização da cidade de Curitiba, além de fontes primárias e secundárias.
Originalidade/relevância - este estudo visa demonstrar a relevância de uma gestão da paisagem mais integradora, levando em conta as águas urbanas, para a promoção de cidades verdadeiramente mais sustentáveis. Sob essa perspectiva, a paisagem não é apenas um cenário relacionado à estética, possuindo também um conteúdo emancipador, sendo o espaço das relações sociais e ambientais que podem originar mudanças concretas na sociedade.
Resultados - o termo “ecológico” vem sendo utilizado de maneira estética, considerando apenas os parques e não os rios urbanos da cidade de Curitiba, o que indica uma visão fragmentada da gestão urbana.
Contribuições teóricas/metodológicas - este estudo possibilitou compreender como o rio Belém passou por numerosas transições, revelando-se geograficidades distintas ao longo do tempo. A partir do aporte teórico-conceitual da geografia cultural, a pesquisa demonstrou que, ao longo do processo de urbanização, o rio passou por mudanças significativas tanto morfológicas quanto culturais na cidade. 
Contribuições sociais e ambientais - breve histórico de ocupação da cidade de Curitiba-PR com relação ao rio Belém, bem como da potencialidade desse espaço (e outros ambientes de águas urbanas) ser realmente considerado parte fundamental da cidade contemporânea.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ACSELRAD, H. Discursos da sustentabilidade urbana. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, n. 1, 1999.

BEATLEY, T. Biophilic cities: what are they? Biophilic cities, Berlim, p. 45-81, 2011.

BEATLEY, T. Biophilic Oslo. In: LUCARELl, M.; RØE, P. G. Green Oslo: visions, planning, discourse. Abingdon-on-Thames: Routledge, 2016.

BESSE, J.-M. O gosto do mundo: exercícios de paisagem. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2014.

DARDEL, E. O homem e a terra: natureza da realidade geográfica. São Paulo: Perspectiva, 2011.

DUARTE, F. Rastros de um rio urbano: cidade comunicada, cidade percebida. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 9, p. 105-122, 2006.

ENVIRONMENTAL SYSTEMS RESEARCH INSTITUTE. ArcGIS Earth. Versão 1.18; Redlands: Esri, 2023. Software para computador. Disponível em: https://www.esri.com/pt-br/arcgis/products/arcgis-earth/overview . Acesso em: 22 jul. 2025.

FERREIRA, Á. Caminhando em direção da metropolização do espaço. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, v. 20, n. 3, p. 441-450, 2016.

GORSKI, M. C. B. Rios e cidades: ruptura e reconciliação. 2008. 243 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN) [Site da Internet]. Título da Página/Artigo: Paisagem Cultural (2009) Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1600/ . Acesso em: 23 jul. 2025

INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA (IPPUC). Título da base/cartografia: GeoCuritiba (2023). Disponível em: https://geocuritiba.ippuc.org.br/portal/apps/sites/#/geocuritiba . Acesso em: 14 jan. 2026.

KRENAK, A. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

KONDOLF, G. M.; PINTO, P. J. The social connectivity of urban rivers. Geomorphology, Amsterdã, v. 277, p. 182-196, 2017. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0169555X16308650. Acesso em: 23 jul. 2025.

LYRA, A. M. G. C.; CONSTANTINO, N. R. T. Considerações sobre a paisagem sociocultural e ambiental do Rio Jaú. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, [S. l.], v. 12, n. 87, 2024.

MAZOYER, M.; ROUDART, L. Histórias das agriculturas no mundo. Do neolítico à crise contemporânea. São Paulo: Editora UNESP; Brasília, DF: NEAD, 2010.

MOREIRA, R. Espaço, corpo do tempo: A construção geográfica da sociedade. Rio de Janeiro: Consequência, 2019.

MOTA, L. T. História do Paraná: relações socioculturais da pré-história a economia cafeeira. Maringá: Eduem, 2012.

OFICINA DE PROJETOS (Coord.). Retratos do Belém: a trajetória de um rio urbano. [S. l.]: Fundo Cultural de Curitiba, 2012. Projeto concluído. Disponível em: https://retratosdobelem.blogspot.com/. Acesso em: 24 jul. 2025.

PAISAGENS DO RIO BELÉM. Direção: Edna Froes; Erik Tavernaro. Local de publicação: Fundação Cultural de Curitiba, 2016. (27 min). Disponível em: https://www.youtube.com/@paisagensdoriobelem2620/videos. Acesso em: 24 jul. 2025.

PANTALEÃO, C. C.; CORTESE, T. T. P. Soluções baseadas na Natureza em áreas periurbanas como medidas de ação climática: Estudo de caso da região de Parelheiros no município de São Paulo. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, [S. l.], v. 13, n. 90, p. e2509, 2025.

SIQUEIRA, G. et al. Bacia hidrográfica do rio Belém na cidade de Curitiba (PR): Uma visão geral da impermeabilização excessiva. Estrabão, Blumenau, v. 3, p. 159-173, 2022.

SYSE, K. V. L. Oslo: a city framed by forest. In: LUCARELl, M.; RØE, P. G. Green Oslo: visions, planning, discourse. Abingdon-on-Thames: Routledge, 2016. p. 71-80.

ZHAO, Q. Chinese mythology in the context of hydraulic society. Asian folklore studies, v. 48, p. 231-246, 1989.

Publicado

19-07-2026

Como Citar

LACERDA, Clara Maria Santos de. A paisagem além dos parques: Uma análise sociocultural do rio Belém e o processo urbano de Curitiba-PR . Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, [S. l.], v. 14, n. 92, p. e2551, 2026. DOI: 10.17271/23188472149220266394. Disponível em: https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/6394. Acesso em: 24 jul. 2026.