Mapeamento de áreas de risco de contaminação por agrotóxicos: um estudo de caso no estado do Espírito Santo, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17271/2318847286020202423Resumen
RESUMO É sabido que os agrotóxicos são um importante pilar das práticas agrícolas contemporâneas, contudo, existem diversos efeitos negativos atrelados ao seu mau uso. Seus malefícios vão desde a deterioração da saúde humana até a degradação de componentes bióticos e abióticos dos ecossistemas. O presente estudo tem como objetivo a proposição de uma metodologia baseada em indicadores e Sistemas de Informação Geográfica para a identificação das culturas e áreas de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos, assim como os principais agrotóxicos associados a tais culturas, utilizando o estado do Espírito Santo como estudo de caso. Fora consultada bases de dados com o Sistema IBGE de Recuperação Automática e o Censo Agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; e as seções de agrotóxicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. Café, cana-de-açúcar, milho e banana se destacaram no cenário agrícola estadual. O café apresenta-se como a cultura com maior risco de contaminação associado, tendo 10 municípios inclusos na classe de alto risco. A banana por sua vez é a cultura com menor risco associado. Glifosato, mancozebe e flutriafol, ingredientes ativos amplamente consumidos no estado se encontram entre os 5 compostos mais vendidos dentre aqueles autorizados para cada uma das culturas. De modo geral, a metodologia proposta mostrou potencial na determinação das culturas e áreas de risco no estado, assim como dos principais ingredientes ativos associados as culturas, podendo auxiliar a gestão ambiental de seu território. PALAVRAS-CHAVE: Gestão Ambiental; Metodologia; Sistemas de Informações Geográficas; Indicadores.Descargas
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