A bacia do Ribeirão das Pedras e o Plano Diretor de 2018: a ameaça da superexpansão de Barão Geraldo-Campinas/SP
DOI:
https://doi.org/10.17271/2318847286520202580Resumen
Não se atinge melhora na qualidade de vida e tampouco promove-se os demais direitos básicos, sem que o cidadão esteja em posse de um espaço que seja funcional, servido pelo saneamento básico e com a presença de serviços públicos, como luz, água e vias de acesso. Contudo, ao se lançar um olhar mais atento ao processo de urbanização e de composição das cidades, é possível perceber que as cidades se desenham com base em um processo estrategicamente mercantilista e segregacionista, cuja principal finalidade tange à especulação financeira e promoção de vazios, inclusive em detrimento à preservação de áreas verdes e dotação de função social à espaços. Essas disputas constantes por esses espaços e por poder ocorre em qualquer lugar. Sendo um exemplo notável de confluência recentemente discutido na cidade de Campinas, na elaboração do Plano Diretor de 2018. Nele propõe-se que quase 200 quilômetros de áreas rurais da cidade de Campinas, mais concentradamente em Barão Geraldo, tornem-se áreas urbanas, o que poderia vir a acarretar numa impermeabilização do solo em uma área próxima à Bacia do Ribeirão das Pedras. Neste contexto, o presente trabalho propõe estudar esse caso, tendo em perspectiva a peleja entre o Plano Diretor de 2018 e a continuidade da Bacia do Ribeirão das Pedras, por meio do desenvolvimento de um levantamento bibliográfico em livros, documentos oficiais e em plataformas online. Os resultados serviram para corroborar o mote inicial da pesquisa: a cidade é composta por uma confluência de interesses contrastantes, onde o maior poder é o do capital.
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