Os rios na ocupação territorial de Mato Grosso do Sul: a influência da paisagem do “Sertão” no processo de assenhoreamento da porção leste do Estado
DOI:
https://doi.org/10.17271/2318847285520202287Abstract
Este artigo propõe averiguar o papel dos rios e da paisagem do “Sertão” mato-grossense no processo de ocupação do território de Mato Grosso “uno” – assim denominado em virtude de até 1977 os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul comporem um território unificado. Posteriormente, o trabalho afunila o olhar a parte leste do sul do Estado, o Sertão dos Garcias, no intuito de observar de que maneira se deu o assenhoreamento das terras dessa região através da descrição da sua paisagem. Ao tentar demonstrar como a extensão territorial dessa superfície fora baluarte de fronteira nas relações entre a Metrópole e a Espanha, este artigo perpassa sobre como e por que se deu a ocupação deste vasto espaço tentando engrandecer o papel dos rios nesse processo. Trata, adiante, da ocupação do sul-mato-grossense e da importância das terras a leste nesse contexto, onde a paisagem natural preliminarmente apoderada pelos índios Caiapós foi sendo tomada pelo homem branco, o qual ali afazendou-se no intuito de desenvolver a pecuária, atividade favorecida pela geografia local que muito contribuiu para a ocupação do espaço. Assim, através da revisão de literatura e da análise de documentos primários e secundários, baseado nas chaves de leitura na pesquisa científica em Arquitetura e Urbanismo de Constantino (2014) e no entendimento sobre a paisagem de Besse (2006), este artigo visa a compreensão do processo de ocupação do território mato-grossense ao discorrer sobre a paisagem daqueles chãos e sobre o protagonismo dos rios nas entradas ao “Sertão”. PALAVRAS-CHAVE: Rios. Ocupação Territorial. Mato Grosso do Sul. Paisagem.Downloads
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