Desempenho energético em unidades habitacionais de interesse social certificadas pelo Selo Casa Azul: Caso do edifício HAB 2
DOI:
https://doi.org/10.17271/2318847274620192002Keywords:
Certificações ambientais. Eficiência energética. Selo Casa AzulAbstract
O Selo Casa Azul da Caixa econômica tem sido uma ferramenta importante na produção de habitação de interesse social sustentável, desde a sua criação em 2010, já certificou diversos empreendimentos voltados para habitação social em diferentes regiões do Brasil. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo a análise do desempenho energético que o selo pode atribuir a unidades habitacionais de um edifício destinado a habitação popular. O empreendimento escolhido é o edifício HAB 2 e situa-se na comunidade do Morro da Babilônia, Rio de Janeiro, Brasil. Foi um dos resultados do programa Morar Carioca verde realizado na comunidade, e ganhou o Selo Casa Azul em nível ouro, tornando-se o primeiro empreendimento voltado para habitação popular a conquistar uma certificação ambiental, na cidade do Rio de Janeiro. Para analisar o desempenho energético, foram selecionadas duas unidades habitacionais do edifício, localizadas em condições mais desfavoráveis em termos de orientação solar das fachadas. Para avaliação foi utilizado o método prescritivo RTQ-R do Procel. Os dados referentes aos resultados são sistematizados e apresentados em tabelas. Por meio deles, comprovou-se que as duas unidades habitacionais avaliadas obtiveram bom desempenho energético, atingido o nível B de eficiência energética. Realizou-se também, de forma complementar, uma análise dos critérios alcançados pelo edifício HAB 2, visando detectar a distribuição da pontuação obtida nas categorias do Selo. Os resultados são expostos em gráficos e tabelas e revelam que o empreendimento contemplou todas as categorias estabelecidas, adotando inclusive a energia solar para aquecimento da água, na categoria de eficiência energética.Downloads
References
ARQUITRAÇO - ESCRITÓRIO. Intervenções em favelas - Babilônia e Chapéu Mangueira. Disponível em: http://www.arquitraco.com.br/#/projeto Acesso em: 20 de dezembro de 2018.
BARROSO-KRAUSE, Claudia et al. Eficiência Energética em Habitações de Interesse Social. Caderno Mcidades 9. Ministério das Cidades/Ministério de Minas e Energia, Brasil. 2005
BRASIL. Lei n. 10295, de 17 de outubro de 2001. Dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia. Lex: Diário Oficial da União, Brasília, 2001. Disponível em: www.inmetro.gov.br/qualidade/lei10295.pdf Acessado em 18 de janeiro de 2019.
BRASILEIRO, Alice et al. Influência das esquadrias na classificação do nível de eficiência energética de habitações no RJ. In: XV Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído - Maceió, ENTAC, p.580-590, 2014.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Boas práticas para habitação mais sustentável. São Paulo. Editora: Páginas e Letras – Editora e Gráfica, 2010.
CASTRO FILHO, Hélio Antônio Rossi de. 2013. Percepção de empresas construtoras em relação aos programas de classificação da sustentabilidade de projetos de construção habitacional: um estudo de caso Selo Casa Azul Caixa. Porto Alegre/RS: UFRS, 2013.
JOHN, Vanderleu Moacyr; PRADO, Racine Araújo Tadeu. Selo Casa Azul: boas práticas para habitação mais sustentável. São Paulo: Páginas & Letras - Editora e Gráfica, 2010.
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. 2012. Secretaria Municipal de Habitação, Morar Carioca, 2012. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/smh/exibeconteudo?article-id=1451251 Acessado em: 12 de dezembro de 2018
ROMERO, Marta Adriana Bustos. O Desafio da Construção das Cidades. AU Arquitetura e Urbanismo. São Paulo, Janeiro. 2006.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Authors retain copyright of their work and grant the National Journal of City Management (RNGC), internationally published as Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades (RNGC), the right of first publication.
Articles are published under the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0), which permits sharing, distribution, reproduction, adaptation, and reuse of the content in any medium or format, including for commercial purposes, provided that appropriate credit is given to the authors, the journal, and the original publication.
Any reuse of the content must clearly indicate authorship, source of publication, and the applicable license.







